17 de nov de 2009

Viva Mary Quant...


Foi um tiro pela culatra. A Geyse anda fazendo sucesso. Todos querem ouví-la, anda participando de diversos programas em tv, deu sua opinião, faz campanha a favor do livre pensar e pela liberdade de expressão. Função que uma universidade de verdade deveria realizar. Não ela.
Seu figurino pode ser discutível. Seu direito de ir e vir, não. 
Se discordavam de seu jeito de ser, bom motivo para acirrados debates acadêmicos, com suporte em pensadores que falam de ética, estética, moral, direito... Que sonho!
Se desejavam "moralizar" a universidade, deveriam primar pela qualidade, preocuparem-se com professores e alunos estimulando a uma vida acadêmica produtiva, com a realização pesquisas, exercendo a função de extensão que lhe é devida, ou seja, servindo à comunidade e produzindo conhecimentos.
Mas para isso teriam que ficar com os professores em dedicação integral, pagar-lhes devidamente, investir em suas carreiras. Coisa impossível atualmente, já que, vistos como "mão-de-obra", professores têm a mesma importância que os pedreiros de uma construção. 
Ao invés disso as universidades particulares preferem oferecer apenas a função de ensino, escolões com o objetivo de espalhar diplomas para incompetentes que não sabem nem ler direito; sim, inocentes vítimas do absurdo descaso da educação fundamental.
Alunos que não conseguiram vaga nas universidades sérias, com poucas e concorridas vagas. Alunos vitimas da administração pública, que só se lembra das escolas básicas por que a população , apesar de tudo, ainda dá valor ao estudo para seus filhos. Pequena esperança de melhorar a vida dura... E círculo vicioso: esses mesmos alunos podem ser os professores de novas gerações daqui há bem pouco tempo.
Sabemos que há excessões, claro. Há muita gente bem intencionada. bons profissionais sendo formados, bons professores. São os que talvez, conseguirão fugir da máquina de moer carne.
Enquanto isso, parabéns prá Geyse e prá midia. Estão sabendo se aproveitar bem da situação...
E viva Mary Quant!


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