28 de abr de 2010

Alice, Alices

Bem moderno e com a cara de seu papai, a nova Alice está nos cinemas. É mais uma das inúmeras versões que essa obra inspira. Já foi um sucesso em seu lançamento, mas  acredito que nem Lewis Carrol poderia imaginar como seu texto sobreviveria ao tempo e o quanto seria reinterpretado ao longo dos anos. Escrito em 1865, sua primeira versão foi lançada em versos, por 4 xelins e logo depois, vendida na versão de "livro de gravuras" feitas pelo próprio autor e por 1 xelin apenas e sem ser especificado se era para adultos ou crianças. Mas, segundo Carrol,  no prefácio da edição de 1886, a obra fora escrita para o público infantil e, mesmo reclamando das despesas que disse que teve com a edição, preferiu vendê-las a esse preço a deixar que os pequenos ficassem sem lê-la.
Alice está presente no imaginário de muitos adultos. Povoa os sonhos de muitas crianças na mesma proporção que mete medo. Sei de várias crianças que não conseguiram ver até o fim versão de Walt Disney e meu filho esses dias me disse que não quer ir assistir a recente versão do Tim Burton.  Não o culpo...   Achou as imagens impressionantes só de ver a publicidade. Mas, devo dizer, Johnny Deep está perfeito.
A obra também é fonte de onde bebem psicanalistas, semiólogos, e estudiosos para tentar entender por onde passeia a mente humana e seus devaneios.
As imagens que ilustram esse texto são de meu primeiro contato com Alice, de uma antiga edição da Melhoramentos. O ilustrador chama-se Osvaldo Storni e foi o responsável por muitas das minhas noites de insônia. Ou também, junto com Lewis Carrol e todos os que o interpretaram, por provocar muitas tempestades imaginativas em mim e em várias gerações.
Aliás, alguém por ai sabe por que um corvo é parecido com uma escrivaninha???

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