26 de jan. de 2009

Chove muito por aqui esses dias. É verão e isso consta nos autos, tava no regulamento. Mas com a ocupação desordenada da cidade a chuva se transforma num problema sem solução. Asfalto demais, lixo demais, carros demais, terra plantada de menos, responsabilidade de menos com a ocupação de áreas de risco e mananciais.... Tem muita gente que sofre e perde bens e afetos com a violência das águas e com a incompetência de quem organiza a vida da cidade e na cidade. Porque é triste ver o lixo que se acumula nos bueiros, ver os rios sem mata ciliar permitindo que terra e areia se acumulem em seus leitos. Apesar disso, gosto quando chove. Me traz sensação de aconchego e o som da água batendo na janela, no asfalto, me acalma. Água. Vida. Água. Prá limpar. Prá brotar de novo. Prá crescer. Renovar. Quem sabe também não renova a consciência de alguns... Como dizia vovô: - Quando a água bate lá... certas pessoas acordam!

10 de dez. de 2008

É experiência nova. Me expor. Caracóis fazem quando se sentem seguros. E são os dos meus cabelos. Abaixo a chapinha.
Sempre tive vontade de escrever mas não tinha coragem. E um dia a gente acha, não me pergunte de onde vem... É uma aventura. Nem sei direito se consigo.
Não espere muita disciplina. Quem me conhece, sabe. Meio anárquica, só faço se encontrar prazer. Borboleta. Leve, livre e exploradora.
Vamos juntos?
Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu repar
Que as borboletas não tem cor nem movimento,
Assim como as flores não tem perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
Fernando Pessoa